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Notas Legais e Fatores de Risco

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Reproduzimos relatório anual encaminhado à SEC – seção “Fatores de Riscos” e “Políticas Contábeis Críticas”, Formulário 20-F, para assegurar o compromisso do Bradesco com as melhores práticas internacionais de transparência e governança corporativa. Os fatores de riscos e as políticas contábeis críticas que consideramos mais importantes e que podem afetar o dia a dia de nossos negócios, nos resultados de nossas operações ou de nossa situação financeira. Vale ressaltar que o Bradesco aborda de modo abrangente e integrado o gerenciamento de todos os riscos inerentes às suas atividades. Essa visão integrada proporciona o aprimoramento dos modelos de gestão de riscos, além de evitar a existência de qualquer lacuna que venha a comprometer a correta identificação e mensuração desses riscos.

Riscos macroeconômicos

Nossos negócios e os resultados das operações são afetados substancialmente pelas condições nos mercados financeiros globais.
Houve excessiva volatilidade e perturbação nos mercados globais de crédito e de capitais em 2008 e 2009. As perturbações vividas recentemente nos mercados globais de capital e de crédito levaram à redução da liquidez e aumentaram prêmios de risco de crédito para vários participantes do mercado resultando em uma redução na disponibilidade e/ou aumento dos custos de financiamento, tanto para instituições financeiras quanto para seus clientes. Taxas de juros crescentes ou altas e/ou a ampliação do spread de crédito criaram um ambiente menos favorável para a maioria de nossos negócios e podem prejudicar a capacidade de alguns de nossos clientes em pagar suas dívidas, reduzindo a nossa flexibilidade ao planejar ou reagir a mudanças nas suas operações e na indústria financeira em geral. Portanto, mesmo que as condições na economia mundial e brasileira tenham melhorado, os resultados das operações provavelmente continuarão a ser afetados pelas condições nos mercados financeiros globais, enquanto estes continuarem voláteis e sujeitos a perturbações e incertezas.

O governo brasileiro exerce influência sobre a economia brasileira e as condições político-econômicas do Brasil têm um impacto direto sobre os nossos negócios.
Nossas condições e os resultados financeiros das operações dependem substancialmente da economia brasileira, que, no passado, caracterizou-se por frequentes e ocasionalmente drásticas intervenções do governo brasileiro e por ciclos econômicos voláteis.
No passado, o governo brasileiro alterou frequentemente as políticas monetária, fiscal e tributária para influenciar o curso da economia brasileira. Não podemos controlar nem temos como prever quais medidas ou políticas o governo brasileiro pode adotar em resposta à atual ou futura situação econômica brasileira nem como a intervenção ou as políticas governamentais afetarão a economia brasileira e como elas afetarão, direta ou indiretamente, nossas operações e receitas.
Nossos negócios, a situação financeira e o valor de mercado de nossas ações preferenciais e ADSs podem ser afetados de maneira negativa por alterações em políticas envolvendo controles cambiais, impostos e outros fatores como:

- flutuações nas taxas cambiais;
- flutuações na taxa básica de juros;
- crescimento econômico doméstico;
- instabilidade política, social ou econômica;
- políticas monetárias;
- política fiscal e mudanças no regime tributário;
-políticas de controle cambial;
-liquidez dos mercados nacionais de crédito, de capitais e financeiro;
-a habilidade de nossos clientes em cumprir com suas obrigações conosco;
-reduções em níveis salariais e de renda;
- crescimento de taxas de desemprego;
- inflação; e
- outros acontecimentos políticos, diplomáticos, sociais e econômicos no Brasil ou no exterior, que afetem o país.

Riscos relacionados ao Bradesco e ao setor bancário e Segurador Brasileiros

Poderemos enfrentar elevação em nosso nível de atraso no pagamento de empréstimos, à medida que nossa carteira de crédito amadurece.
A nossa carteira de empréstimos vem crescendo substancialmente desde 2004, principalmente como resultado da expansão econômica brasileira. Qualquer aumento correspondente no nosso nível de empréstimos de curso anormal poderá mover-se mais lentamente que a taxa de crescimento de empréstimos, já que, tipicamente, eles não vencem dentro de um curto espaço de tempo após sua origem. Os níveis de empréstimos vencidos são maiores para nossos clientes pessoa física do que para os clientes pessoa jurídica. De 2006 a 2010, nossa carteira de empréstimos aumentou 122,1% e nosso nível de empréstimos de curso anormal aumentou 135,3%, ocasionado pelo aumento da base de clientes pessoa física.
O enfraquecimento das condições econômicas no Brasil, que teve início em meados de 2008, resultou no aumento do desemprego, o que por sua vez provocou aumentos em nosso nível de empréstimos vencidos, especialmente na nossa carteira de clientes pessoa física. Essa tendência de aumento nos níveis de empréstimos vencidos piorou em 2009. Em 2010, houve uma melhora em nossos indicadores de inadimplência, decorrente da recuperação econômica do Brasil, refletindo na redução das nossas despesas de provisão. Em 31 de dezembro de 2010, nossa provisão para perdas com operações de crédito aumentou apenas 3,8%, em comparação a 31 de dezembro de 2009, enquanto nossa carteira de crédito cresceu 21,9% no mesmo período. No entanto, caso as condições econômicas no Brasil piorem, talvez sejamos obrigados a aumentar nossa provisão para perdas com operações de crédito no futuro.
Um crescimento rápido de empréstimos também pode reduzir o índice de empréstimos vencidos em relação aos empréstimos totais, até que a taxa de crescimento diminua ou a carteira se torne mais madura. Condições econômicas adversas e menor taxa de crescimento da nossa carteira de crédito podem resultar num aumento de nossas provisões para perdas com operações de crédito, baixas contábeis e índice de empréstimos vencidos em relação ao total de empréstimos, o que pode ter um efeito adverso em nossos negócios, situação financeira e resultado das operações.

O ambiente cada vez mais competitivo crescente nos segmentos bancário e de seguros do Brasil pode afetar negativamente as perspectivas de nossos negócios.
Os mercados para serviços financeiros, bancários e de seguros no Brasil são altamente competitivos. Enfrentamos significativa competição de outros grandes bancos e seguradoras brasileiras e estrangeiras, públicas e privadas, em todas as principais áreas de operação. A consolidação do mercado bancário brasileiro também aumentou. Em novembro de 2008, o Banco Itaú S.A. (Banco Itaú) e o Unibanco - União de Bancos Brasileiros S.A. (Unibanco) se uniram para formar o Banco Itaú Unibanco (Itaú Unibanco), atualmente Banco Itaú, criando uma presença importante em nosso mercado. Além disso, o Banco do Brasil S.A. (Banco do Brasil) adquiriu o Banco Nossa Caixa S.A. em novembro de 2008 e entrou em uma parceria estratégica com o Banco Votorantim S.A. (Banco Votorantim).
Em 2009, o Banco Itaú entrou em uma parceria com a Porto Seguro - Cia. de Seguros Gerais (Porto Seguro) no setor de seguro de automóveis e residencial, criando um líder de mercado no segmento de seguros de automóveis.
Além disso, os regulamentos brasileiros criam barreiras à entrada no mercado e não fazem distinção entre bancos comerciais e de investimento, nacionais ou estrangeiros, e seguradoras. Consequentemente, a presença de bancos e seguradoras estrangeiros no Brasil, alguns deles com mais recursos do que nós, aumentou, bem como a competitividade no setor bancário e de seguros no geral e em mercados para produtos específicos. A privatização de bancos públicos também tornou os mercados brasileiros de serviços bancários e outros serviços financeiros mais competitivos.
A maior competitividade pode afetar negativamente os resultados de nossos negócios e negócios em potencial, entre outras coisas:
- limitar nossa capacidade de aumentar nossa base de clientes e expandir nossas operações; - reduzir nossas margens de lucro de serviços e produtos bancários, de seguros, de arrendamento mercantil e outros serviços e produtos oferecidos por nós; e - aumentar a concorrência para oportunidades de investimento estrangeiro.